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	<title>Acervo Documental Mesopot&#226;mia Mineira</title>
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	<description>Acervo de documenta&#231;&#227;o cartorial do s&#233;culo XIX da regi&#227;o de Par&#225; de Minas, antigo arraial Patafufo. Contato com o coordenador: fonte@nwnet.com.br</description>
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		<title>Resgate hist&#243;rico. Por uma hist&#243;ria dos Munic&#237;pios</title>
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		<dc:date>13.11.08</dc:date>
		<dc:creator>fonte.boa</dc:creator>
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		<description>O sistema educacional brasileiro privilegia a hist&#243;ria geral e a hist&#243;ria do Brasil. Praticamente n&#227;o existe espa&#231;o para a hist&#243;ria local ou regional. Mesmo quando estudamos a hist&#243;ria de Minas, ou tematizamos a hist&#243;ria da Minera&#231;&#227;o do s&#233;culo XVIII, limita-se &#224; saga do descobrimento e da economia aur&#237;fera, passa-se rapidamente pelos aspectos culturais e religiosos. Mas nada se fala dos desenvolvimentos urbanos e rurais das Minas Gerais e sua import&#226;ncia no cen&#225;rio nacional ou regional. E por que isso acontece? Por que este descaso com a hist&#243;ria municipal e/ou regional? 
Responder estas quest&#245;es podem ser mais complicado do que se parece. H&#225; in&#250;meras possibilidades de an&#225;lises e considera&#231;&#245;es que se devem fazer... Atr&#225;s destas poss&#237;veis resposta h&#225; uma amaranhado ideol&#243;gico que se nos parece normal, quando na realidade n&#227;o &#233;. 
Nos pr&#243;ximos post iremos discutir um pouco destes possibilidade de an&#225;lise....
&#160;</description>
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	<item rdf:about="http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/para_nao_dizer_que_nao_falei">
		<title>Para n&#227;o dizer que n&#227;o falei...</title>
		<link>http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/para_nao_dizer_que_nao_falei</link>
		<dc:date>26.10.08</dc:date>
		<dc:creator>fonte.boa</dc:creator>
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		<description>
O VESTIBULAR 2009 da NOSSA Faculdade de Par&#225; de Minas ser&#225; no dia 30 de Novembro. As inscri&#231;&#245;es est&#227;o abertas e vai at&#233; o dia 28 de Novembro. Pode ser feita pelo site www.fapam.edu.br ou no Campus. O valor das inscri&#231;&#245;es &#233; apenas R$20,00. 
Cursos ofertados: MATEM&#193;TICA, GEOGRAFIA, HIST&#211;RIA, LETRAS, CI&#202;NCIAS BIOL&#211;GICAS, ENFERMAGEM, NUTRI&#199;&#195;O, ADMINISTRA&#199;&#195;O E DIREITO.
Venha conviver com uma equipe alegre, organizada e amiga. Venha ser FAPAM.
Maiores informa&#231;&#245;es no site da fapam www.fapam.edu.br ou pelo telefone (37)3236-1308
Um abra&#231;o a todos!
&#160;
Prof. Fonte Boa
Diretor Geral.
&#160;
&#160;</description>
	</item>
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		<title>Para n&#227;o dizer que n&#227;o falei...</title>
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O VESTIBULAR 2009 da NOSSA Faculdade de Par&#225; de Minas ser&#225; no dia 30 de Novembro. As inscri&#231;&#245;es est&#227;o abertas e vai at&#233; o dia 28 de Novembro. Pode ser feita pelo site www.fapam.edu.br ou no Campus. O valor das inscri&#231;&#245;es &#233; apenas R$20,00. 
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Diretor Geral.
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	<item rdf:about="http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/a_saga_dos_congadeiros_de_para_de_minas__2">
		<title>A saga dos Congadeiros de Par&#225; de Minas III</title>
		<link>http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/a_saga_dos_congadeiros_de_para_de_minas__2</link>
		<dc:date>18.10.08</dc:date>
		<dc:creator>fonte.boa</dc:creator>
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		<description>Sobre esta solenidade, a pesquisadora Rosane Volpatto relata que Koster descreve o ato de coroa&#231;&#227;o de um rei do Congo, em Itamarac&#225;, no ano de 1811, da seguinte forma: &#34;&#192;s onze horas, dirigi-me &#224; igreja com o vig&#225;rio, colocamo-nos na entrada e, com pouco vimos aproximar-se um grande n&#250;mero de negros e negras trajados de v&#225;rias cores, precedidos de tambores tocando e de bandeiras desfraldadas. Quando estiveram perto distinguimos no meio deles o rei, a rainha e o secret&#225;rio de Estado. Os dois primeiros tinham coroas de papel&#227;o cobertas de papel pintado e dourado. Do uniforme do rei, a casaca, o colete e os cal&#231;&#245;es eram de tr&#234;s cores: verde, encarnado e amarelo, e talhadas &#224; moda antiga; trazia na m&#227;o um cetro de madeira perfeitamente dourado e a rainha trajava vestido de seda azul, tamb&#233;m &#224; antiga. O pobre do secret&#225;rio, por&#233;m, podia lisonjear-se de trazer em si todas as cores diversas como seu soberano, mas era evidente que, tanto de um lado como do outro, eram roupas emprestadas, porque os cal&#231;&#245;es eram estreit&#237;ssimos e o colete desmedidamente amplo. Terminado o ato religioso, teve lugar a cerim&#244;nia de coroa&#231;&#227;o, na porta de igreja, sem mais outra formalidade que ajoelhar-se o rei e receber sobre a cabe&#231;a a coroa real colocadas pelas m&#227;os do par&#243;co, voltando ent&#227;o o pr&#233;stimo para o engenho Amparo, na mesma ordem em que veio, e onde passou-se o dia festivamente, com lautas mesas e dan&#231;as &#224; moda africana.&#34; Apesar de ocorrer tradicionalmente no m&#234;s de outubro, a Festa de Nossa Senhora do Ros&#225;rio tamb&#233;m acontece nos meses de agosto e setembro em alguns munic&#237;pios. As Guardas de Congo e o Reinado s&#227;o partes integrantes desta festa caracterizada pelo catolicismo e a devo&#231;&#227;o &#224; santa. Em Par&#225; de Minas existe a Guarda de Congo Nossa Senhora do Ros&#225;rio e tamb&#233;m grupo de Mo&#231;ambique. Por&#233;m, existem diferen&#231;as entre ambos, apesar de muitos consideraram que tudo &#233; Congado e Reinado, tendo como objetivo principal o culto &#225; Nossa Senhora do Ros&#225;rio. De acordo com a tradi&#231;&#227;o, as Guardas de Congo tem a fun&#231;&#227;o de puxar todos os dan&#231;arinos, num ritmo mais acelerado. Ao grupo Mo&#231;ambique cabe zelar por Nossa Senhora, representada pelos reis cujas coroas a guarda conduz. A diferen&#231;a entre ambos tamb&#233;m &#233; notada no vestu&#225;rio. Os grupos mo&#231;ambiqueiros usam as cores azul e branco, reconhecidamente as mesmas de Nossa Senhora do Ros&#225;rio. Por outro lado, os congadeiros s&#227;o reconhecidos pelas roupas nas cores rosa e verde, que simbolizam o caminho com galhos e flores, onde deve passar Nossa Senhora. Os congadeiros seguem na frente para anunciar a chegada dos filhos do Ros&#225;rio, preparando a passagem. Vale ressaltar que o bast&#227;o simboliza o Mo&#231;ambique e a Guarda de Congo &#233; caracterizada pela espada e o tamboril. Estes dois grupos s&#227;o os mais populares. Entretanto, os estudiosos do assunto j&#225; detectaram a exist&#234;ncia de oito grupos: Cavaleiros de S&#227;o Jorge, Candombe, Vil&#227;o, Congo, Mo&#231;ambique, Marujos, Catop&#233;s, e os Caboclos, tamb&#233;m conhecidos como tapuios, botocudos, caiap&#243;s, tupiniquins, penachos e cabloclinhos. Eles s&#227;o diferenciados pelos nomes, estandarte, ritmo, vestu&#225;rio e maneira de dan&#231;ar e cantar. Ap&#243;s percorrerem o caminho tra&#231;ado, as guardas e grupos participam de missa festiva na igreja de Nossa Senhora do Ros&#225;rio (o que n&#227;o &#233; o caso de Par&#225; de Minas, onde existe a igreja de Nossa Senhora do Ros&#225;rio de F&#225;tima, o que n&#227;o &#233; a mesma coisa) e durante a celebra&#231;&#227;o pode ocorrer a coroa&#231;&#227;o do rei e rainha do congado, j&#225; que em algumas localidades a coroa &#233; vital&#237;cia e heredit&#225;ria e, ao final, s&#227;o aben&#231;oados pelo padre celebrante. Em seguida eles saem pelas ruas dan&#231;ando, cantando e tocando tambores, fazendo a festa. </description>
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	<item rdf:about="http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/a_saga_dos_congadeiros_de_para_de_minas__1">
		<title>A saga dos Congadeiros de Par&#225; de Minas II</title>
		<link>http://mesopotamiamineira.blog.terra.com.br/a_saga_dos_congadeiros_de_para_de_minas__1</link>
		<dc:date>18.10.08</dc:date>
		<dc:creator>fonte.boa</dc:creator>
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		<description>A partir da&#237; a uni&#227;o entre os alforriados aumentou, as conquistas continuaram acontecendo e adquiriram a riqu&#237;ssima mina da Escandideira. &#8220;Casado com a nova rainha, a autoridade e o prest&#237;gio do &#34;rei preto&#34; sobre os de sua ra&#231;a foi crescendo. Organizaram a Irmandade do Ros&#225;rio e Santa Efig&#234;nia, levantando pedra a pedra, com recursos pr&#243;prios, a Igreja do Alto da Cruz. Por ocasi&#227;o da festa dos Reis Magos, em janeiro, e na de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, em outubro, havia grandes solenidades t&#237;picas, que foram generalizadas com o nome de &#34;Reisados&#34;. Nestas festas, Chico-Rei, de coroa e cetro, e sua corte apareciam l&#225; pelas 10 horas, pouco antes da missa cantada, apresentando-se com a rainha, os pr&#237;ncipes, os dignat&#225;rios de sua realeza, cobertos de ricos mantos e trajes de gala bordados a ouro, precedidos de batedores e seguidos de m&#250;sicos e dan&#231;arinos, batendo caxambus, pandeiros, marimb&#225;s e canz&#225;s, entoando ladainhas.&#34; Este foi s&#243; o come&#231;o da hist&#243;ria das festas de Reinado que se espalharam por todo Estado de Minas Gerais, sendo que a festa &#233; marcada por muitas hist&#243;rias e lendas. No entanto, as festas de Reinado criadas por Chico-Rei na antiga Vila Rica, sempre estiveram ligadas &#224; Igreja Cat&#243;lica e &#224; devo&#231;&#227;o a Nossa Senhora do Ros&#225;rio, inclusive com a institui&#231;&#227;o de irmandades. Por ter se iniciado no per&#237;odo colonial, tem quem diga que a id&#233;ia de criar irmandade de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, os negros j&#225; trouxeram de Portugal. Outros contestam ao afirmarem, que todo o processo que culminou na realiza&#231;&#227;o da festa de Reinado &#233; originalmente brasileiro. Dizem tamb&#233;m que nos prim&#243;rdios, ainda em Portugal, somente os brancos eram devotos de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, devido ao triunfo na batalha de Lepanto (1571) dos crist&#227;os sobre os mouros, vit&#243;ria esta atribu&#237;da ao important&#237;ssimo aux&#237;lio da virgem. Por outro lado, a devo&#231;&#227;o dos negros &#224; Nossa Senhora do Ros&#225;rio &#233; marcada por fatos diversos e lendas. Al&#233;m da lenda de Chico-Rei, na antiga Vila Rica, outra famosa teria ocorrido na &#193;frica. O relato cita que a imagem da santa teria sido vista no mar, deixando estupefatos os homens brancos que tiveram a vis&#227;o. Por&#233;m, mesmo com as homenagens prestadas &#224; Nossa Senhora do Ros&#225;rio pelos brancos, a imagem n&#227;o apareceu novamente nas &#225;guas. Isso s&#243; ocorreu quando os negros foram chamados para tocar e dan&#231;ar, o que comoveu a santa que reapareceu na praia africana. Tamb&#233;m existe a lenda do negro insatisfeito por ter sido escravizado e fitando o mar com profunda tristeza rezou em louvor a Nossa Senhora do Ros&#225;rio. Ainda de acordo com a lenda, suas l&#225;grimas se transformaram em sementes, que serviram para confeccionar ros&#225;rios da Nossa Senhora. Outros dizem ainda que os padres Dominicanos de Portugal teriam utilizado a imagem da santa para catequizar povos do continente africano, relacionando a imagem ao Orix&#225; If&#225; ou Uifa, do Pante&#227;o Mitol&#243;gico, or&#225;culo dos homens e de alguns deuses. O Orix&#225; tinha um colar de sementes de palmeiras, semelhante ao Ros&#225;rio de Maria. Acrescenta-se que na &#233;poca os religiosos portugueses de outras Ordens, criticavam os Dominicanos que permitiam aos negros ter as pr&#243;prias cren&#231;as religiosas. A devo&#231;&#227;o a Nossa Senhora do Ros&#225;rio no Brasil veio junto com os primeiros escravos, se destacando em Minas Gerais. H&#225; registros que em 1713 as festas de Reinado j&#225; existiam h&#225; trinta anos. Com &#234;xito em Minas, a festa se espalhou para outros estados com a escolha dos reis do Congo atrav&#233;s de elei&#231;&#245;es. Os eleitos contavam com sua corte, dotada de secret&#225;rios at&#233; servi&#231;o militar. O Rei Congo era coroado e empossado no dia da festa de Nossa Senhora do Ros&#225;rio. </description>
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O VESTIBULAR 2009 da NOSSA Faculdade de Par&#225; de Minas ser&#225; no dia 30 de Novembro. As inscri&#231;&#245;es est&#227;o abertas e vai at&#233; o dia 28 de Novembro. Pode ser feita pelo site www.fapam.edu.br ou no Campus. O valor das inscri&#231;&#245;es &#233; apenas R$20,00. 
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O VESTIBULAR 2009 da NOSSA Faculdade de Par&#225; de Minas ser&#225; no dia 30 de Novembro. As inscri&#231;&#245;es est&#227;o abertas e vai at&#233; o dia 28 de Novembro. Pode ser feita pelo site www.fapam.edu.br ou no Campus. O valor das inscri&#231;&#245;es &#233; apenas R$20,00. 
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		<description>Sobre esta solenidade, a pesquisadora Rosane Volpatto relata que Koster descreve o ato de coroa&#231;&#227;o de um rei do Congo, em Itamarac&#225;, no ano de 1811, da seguinte forma: &#34;&#192;s onze horas, dirigi-me &#224; igreja com o vig&#225;rio, colocamo-nos na entrada e, com pouco vimos aproximar-se um grande n&#250;mero de negros e negras trajados de v&#225;rias cores, precedidos de tambores tocando e de bandeiras desfraldadas. Quando estiveram perto distinguimos no meio deles o rei, a rainha e o secret&#225;rio de Estado. Os dois primeiros tinham coroas de papel&#227;o cobertas de papel pintado e dourado. Do uniforme do rei, a casaca, o colete e os cal&#231;&#245;es eram de tr&#234;s cores: verde, encarnado e amarelo, e talhadas &#224; moda antiga; trazia na m&#227;o um cetro de madeira perfeitamente dourado e a rainha trajava vestido de seda azul, tamb&#233;m &#224; antiga. O pobre do secret&#225;rio, por&#233;m, podia lisonjear-se de trazer em si todas as cores diversas como seu soberano, mas era evidente que, tanto de um lado como do outro, eram roupas emprestadas, porque os cal&#231;&#245;es eram estreit&#237;ssimos e o colete desmedidamente amplo. Terminado o ato religioso, teve lugar a cerim&#244;nia de coroa&#231;&#227;o, na porta de igreja, sem mais outra formalidade que ajoelhar-se o rei e receber sobre a cabe&#231;a a coroa real colocadas pelas m&#227;os do par&#243;co, voltando ent&#227;o o pr&#233;stimo para o engenho Amparo, na mesma ordem em que veio, e onde passou-se o dia festivamente, com lautas mesas e dan&#231;as &#224; moda africana.&#34; Apesar de ocorrer tradicionalmente no m&#234;s de outubro, a Festa de Nossa Senhora do Ros&#225;rio tamb&#233;m acontece nos meses de agosto e setembro em alguns munic&#237;pios. As Guardas de Congo e o Reinado s&#227;o partes integrantes desta festa caracterizada pelo catolicismo e a devo&#231;&#227;o &#224; santa. Em Par&#225; de Minas existe a Guarda de Congo Nossa Senhora do Ros&#225;rio e tamb&#233;m grupo de Mo&#231;ambique. Por&#233;m, existem diferen&#231;as entre ambos, apesar de muitos consideraram que tudo &#233; Congado e Reinado, tendo como objetivo principal o culto &#225; Nossa Senhora do Ros&#225;rio. De acordo com a tradi&#231;&#227;o, as Guardas de Congo tem a fun&#231;&#227;o de puxar todos os dan&#231;arinos, num ritmo mais acelerado. Ao grupo Mo&#231;ambique cabe zelar por Nossa Senhora, representada pelos reis cujas coroas a guarda conduz. A diferen&#231;a entre ambos tamb&#233;m &#233; notada no vestu&#225;rio. Os grupos mo&#231;ambiqueiros usam as cores azul e branco, reconhecidamente as mesmas de Nossa Senhora do Ros&#225;rio. Por outro lado, os congadeiros s&#227;o reconhecidos pelas roupas nas cores rosa e verde, que simbolizam o caminho com galhos e flores, onde deve passar Nossa Senhora. Os congadeiros seguem na frente para anunciar a chegada dos filhos do Ros&#225;rio, preparando a passagem. Vale ressaltar que o bast&#227;o simboliza o Mo&#231;ambique e a Guarda de Congo &#233; caracterizada pela espada e o tamboril. Estes dois grupos s&#227;o os mais populares. Entretanto, os estudiosos do assunto j&#225; detectaram a exist&#234;ncia de oito grupos: Cavaleiros de S&#227;o Jorge, Candombe, Vil&#227;o, Congo, Mo&#231;ambique, Marujos, Catop&#233;s, e os Caboclos, tamb&#233;m conhecidos como tapuios, botocudos, caiap&#243;s, tupiniquins, penachos e cabloclinhos. Eles s&#227;o diferenciados pelos nomes, estandarte, ritmo, vestu&#225;rio e maneira de dan&#231;ar e cantar. Ap&#243;s percorrerem o caminho tra&#231;ado, as guardas e grupos participam de missa festiva na igreja de Nossa Senhora do Ros&#225;rio (o que n&#227;o &#233; o caso de Par&#225; de Minas, onde existe a igreja de Nossa Senhora do Ros&#225;rio de F&#225;tima, o que n&#227;o &#233; a mesma coisa) e durante a celebra&#231;&#227;o pode ocorrer a coroa&#231;&#227;o do rei e rainha do congado, j&#225; que em algumas localidades a coroa &#233; vital&#237;cia e heredit&#225;ria e, ao final, s&#227;o aben&#231;oados pelo padre celebrante. Em seguida eles saem pelas ruas dan&#231;ando, cantando e tocando tambores, fazendo a festa. </description>
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		<title>A saga dos Congadeiros de Par&#225; de Minas II</title>
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		<dc:date>18.10.08</dc:date>
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		<dc:subject>Ciência e História</dc:subject>
		<description>A partir da&#237; a uni&#227;o entre os alforriados aumentou, as conquistas continuaram acontecendo e adquiriram a riqu&#237;ssima mina da Escandideira. &#8220;Casado com a nova rainha, a autoridade e o prest&#237;gio do &#34;rei preto&#34; sobre os de sua ra&#231;a foi crescendo. Organizaram a Irmandade do Ros&#225;rio e Santa Efig&#234;nia, levantando pedra a pedra, com recursos pr&#243;prios, a Igreja do Alto da Cruz. Por ocasi&#227;o da festa dos Reis Magos, em janeiro, e na de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, em outubro, havia grandes solenidades t&#237;picas, que foram generalizadas com o nome de &#34;Reisados&#34;. Nestas festas, Chico-Rei, de coroa e cetro, e sua corte apareciam l&#225; pelas 10 horas, pouco antes da missa cantada, apresentando-se com a rainha, os pr&#237;ncipes, os dignat&#225;rios de sua realeza, cobertos de ricos mantos e trajes de gala bordados a ouro, precedidos de batedores e seguidos de m&#250;sicos e dan&#231;arinos, batendo caxambus, pandeiros, marimb&#225;s e canz&#225;s, entoando ladainhas.&#34; Este foi s&#243; o come&#231;o da hist&#243;ria das festas de Reinado que se espalharam por todo Estado de Minas Gerais, sendo que a festa &#233; marcada por muitas hist&#243;rias e lendas. No entanto, as festas de Reinado criadas por Chico-Rei na antiga Vila Rica, sempre estiveram ligadas &#224; Igreja Cat&#243;lica e &#224; devo&#231;&#227;o a Nossa Senhora do Ros&#225;rio, inclusive com a institui&#231;&#227;o de irmandades. Por ter se iniciado no per&#237;odo colonial, tem quem diga que a id&#233;ia de criar irmandade de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, os negros j&#225; trouxeram de Portugal. Outros contestam ao afirmarem, que todo o processo que culminou na realiza&#231;&#227;o da festa de Reinado &#233; originalmente brasileiro. Dizem tamb&#233;m que nos prim&#243;rdios, ainda em Portugal, somente os brancos eram devotos de Nossa Senhora do Ros&#225;rio, devido ao triunfo na batalha de Lepanto (1571) dos crist&#227;os sobre os mouros, vit&#243;ria esta atribu&#237;da ao important&#237;ssimo aux&#237;lio da virgem. Por outro lado, a devo&#231;&#227;o dos negros &#224; Nossa Senhora do Ros&#225;rio &#233; marcada por fatos diversos e lendas. Al&#233;m da lenda de Chico-Rei, na antiga Vila Rica, outra famosa teria ocorrido na &#193;frica. O relato cita que a imagem da santa teria sido vista no mar, deixando estupefatos os homens brancos que tiveram a vis&#227;o. Por&#233;m, mesmo com as homenagens prestadas &#224; Nossa Senhora do Ros&#225;rio pelos brancos, a imagem n&#227;o apareceu novamente nas &#225;guas. Isso s&#243; ocorreu quando os negros foram chamados para tocar e dan&#231;ar, o que comoveu a santa que reapareceu na praia africana. Tamb&#233;m existe a lenda do negro insatisfeito por ter sido escravizado e fitando o mar com profunda tristeza rezou em louvor a Nossa Senhora do Ros&#225;rio. Ainda de acordo com a lenda, suas l&#225;grimas se transformaram em sementes, que serviram para confeccionar ros&#225;rios da Nossa Senhora. Outros dizem ainda que os padres Dominicanos de Portugal teriam utilizado a imagem da santa para catequizar povos do continente africano, relacionando a imagem ao Orix&#225; If&#225; ou Uifa, do Pante&#227;o Mitol&#243;gico, or&#225;culo dos homens e de alguns deuses. O Orix&#225; tinha um colar de sementes de palmeiras, semelhante ao Ros&#225;rio de Maria. Acrescenta-se que na &#233;poca os religiosos portugueses de outras Ordens, criticavam os Dominicanos que permitiam aos negros ter as pr&#243;prias cren&#231;as religiosas. A devo&#231;&#227;o a Nossa Senhora do Ros&#225;rio no Brasil veio junto com os primeiros escravos, se destacando em Minas Gerais. H&#225; registros que em 1713 as festas de Reinado j&#225; existiam h&#225; trinta anos. Com &#234;xito em Minas, a festa se espalhou para outros estados com a escolha dos reis do Congo atrav&#233;s de elei&#231;&#245;es. Os eleitos contavam com sua corte, dotada de secret&#225;rios at&#233; servi&#231;o militar. O Rei Congo era coroado e empossado no dia da festa de Nossa Senhora do Ros&#225;rio. </description>
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